Existem momentos na vida espiritual que não são apenas ritos, mas divisores de águas. O Festival de Ọmọlú, realizado no Oduduwa Templo dos Orixás ao fim desta temporada, foi, sem dúvida, um dos marcos mais profundos da minha caminhada.
Neste ciclo, Ọmọlú tomou uma proporção de visibilidade e notoriedade sem igual. Isso reverbera diretamente na história do Ilé Àṣẹ Fákọ̀làdé, que hoje se consolida como a casa com o maior número de iniciados nesta divindade.
A Lição do Silêncio e da Cura
Ọmọlú me escolheu, e minha promessa é honrar o seu nome enquanto eu respirar. Ao longo de anos de aprofundamento, esta divindade me ensinou lições que nenhuma faculdade seria capaz de entregar:
- O Valor do Silêncio: Aprendi que, muitas vezes, é preciso calar. Existem guerras que não se vencem no grito, mas na quietude e na estratégia do silêncio.
- A Cura Interior: Ọmọlú trouxe a cura para além do corpo físico, organizando meu Orí e minha percepção sobre o tempo e a disciplina.
- A Transformação do Ser: Ele vive em mim, e eu vivo para servir a esse axé que transmuta dor em aprendizado e fraqueza em soberania.
Gratidão e Resistência
Nada se constrói sozinho. Minha profunda gratidão:
- Ao Orí da minha Iyalorisa, Iyalode, por ser exemplo e fonte de ensinamento.
- Ao Orí do meu sacerdote, pelo incentivo diário na busca pela minha melhor versão humana.
- Aos Orís de todos os meus filhos iniciados em Ọmọlú. Vocês fazem do Ilé Àṣẹ Fákọ̀làdé um lugar de resistência, união e amor.
Seguiremos honrando a palha, a terra e o silêncio que cura.
Atoto! 💙
Gostaria de conhecer mais sobre a energia de Ọmọlú ou como o silêncio pode ser uma ferramenta de poder no seu dia a dia? Estou à disposição para conversarmos.
Ìyá Fákọ̀làdé




